sexta-feira, 4 de março de 2011

Chinelos Cansados

Ratos, antena, cortina, lua, cortiça



Ratos roem rapidamente
restos remanescentes
rudemente roubados

Antenas anatomicamente
analisadas, até agora anelam antecedentes
a anos anestesiados

Cortinas cortantes caem como
cordas, coincidentemente cobrindo
campos. cidades crescentes começam
construir...

Lua,levemente levada longe.
luva leve lampada limpa

Cortiça cobiçada
Corações corrompidos
Caem cautelosamente
criando caminhos
chinelos cansados

Camaleamente Comprometidos

terça-feira, 2 de março de 2010

O Valor das Palavras

a sinceridade foi esquecida
praticamente todas, distorcidas,
veracidade que agora é contestável
falsas verdades imprescindíveis

o gosto que ninguém gosta
é servido como banquete
como vinho nobre
toalha de falsete

ética contextual
verdade temporal
sabedoria perversa
induzida pelo mal

O valor das palavras
não é garantido
nem no papel
muito menos ao leo

facil prever esse itinerário
um vôo direto só de ida
passagem comprada com cadeira marcada.

No céu só entra alma remida

sábado, 13 de junho de 2009

Volatilmente diferente

os dias passam
as horas chegam
as estacoes mudam
tudo sempre igual

os padroes variam
de uma forma sempre tao igual

os mesmos livros
nas mesmas estantes
as estacoes mudam
mas tudo sempre igual

tudo a minha volta
parece sempre igual
tudo ao meu redor
se torna tao normal

eu mudei

as horas continuam a chegar
o sol e a lua sempre mudam de lugar
e eu me vou em busca de algo sempre igual

desvio da sombra do tempo
volatilmente diferente

domingo, 25 de janeiro de 2009

Pôr-do-sol bem comprido

Não é amor...
Não é paixão...
Apenas um sentimento
Contrariando a razão.

Algo parecido
Admiração

Seu sorriso invadindo meu olhar !
Um paraíso...
Um mar...
Um céu estrelado...
Um campo florido...
Um pôr-do-sol bem comprido...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sentado a beira da estrada

Verdadeiro sentimento
Sentado a beira da estrada
Enxergando figuras 
Na poeira deixada pelo caminhão

Melancias carregava
E minha saudade enfim chegava
Um fim de tarde que tão de pressa passava.

Tocando meu violão
Cantando baixinho quase sem falar
Momentos que como esse estou a lembrar

Quando termina de passar
Derruba meu chapéu,
Levanta meu astral

Agora só me resta a correnteza a cantar
Bem aqui do meu lado, 
Um riacho tímido a passar