sábado, 5 de julho de 2008

Alma Intermitente

Na eleição a presidente
Fui nomeado à esta ilha tão distante
Não há virtudes em olhar pra frente
Não há prova de um passado brilhante

Pensamento recorrendo a alma intermitente
Sem deixar rastros nessa estrada a divagar
Só me resta governar o meu insaciável novo mundo
Pois meu presente não chegou como de costume

No ano novo votos sempre tão confiantes
Fazem lembrar de um natal que foi como sempre

Digo pois estou aqui sem disfarçar
A medida que minha dor vem a mim acariciar
Tive apenas um voto nessa eleição
E garanto minha vitória mesmo sendo
O voto único da solidão

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Paradoxo Divino

Eu nasci no sertão
Eu morei na fazenda
De cavalo eu ia
Visitar meu amor

Meu orgulho deixava
Quando o dinheiro não tinha
Vivia sorrindo
Paradoxo divino

Muitas vezes me lembro
Da estrada que eu ia
Não tinha tristeza
Era sempre alegria

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Por Onde Eu For

Me sento a noite
Junto do cais
O brilho da lua
Reflete no mar

Meus pés imersos na água fria
Balançam no ritmo
Daquela canção
Da sua partida

Infinito horizonte
Âncora do amor
Eu vou me lembrar
Por onde eu for

terça-feira, 1 de julho de 2008

Desencontro de Mim

Acordo deitado
Nem na cama nem no chão
Também não lembro o sonho

Adormeci encostado
Ao lado da velha caixa
Dentro dela meu segredo
Dentro dela meu sorriso

Muitas vezes é assim
Um desencontro de mim

Pedra de Sal

Eu vítima do amor
Viagem no tempo
Passagem de ida

Vento que sopra
Na praia escondida
Nas ondas do mar

Raios do sol
Naufrágio da Nau
Pedra de sal

Marcha real
Abelha sem mel
Acontecimento final